Ponto com reconhecimento facial: como funciona, antifraude e LGPD (guia)

Resposta rápida

O ponto com reconhecimento facial utiliza a imagem do rosto do empregado durante a marcação, garantindo a identidade da pessoa que está registrando o ponto. Essa tecnologia é uma forma de ponto biométrico que diminui as fraudes relacionadas à marcação por terceiros. Contudo, o rosto é considerado dado biométrico — pessoal sensível conforme a LGPD, o que demanda uma finalidade específica, transparência e uma segurança aprimorada no tratamento dos dados.

Como funciona o reconhecimento facial

No momento do cadastro, o sistema registra uma imagem do rosto do empregado e cria um modelo (template) matemático. Durante cada marcação, ele confronta a imagem capturada pela câmera — seja de um celular, tablet ou terminal — com o modelo previamente cadastrado e, se houver uma correspondência, libera o registro do ponto. Trata-se de uma forma de ponto eletrônico via programa (REP-P).

O ponto com reconhecimento facial realiza a comparação entre a imagem capturada na marcação e o modelo registrado do empregado, permitindo o registro apenas quando há compatibilidade.

Como reduz fraude

O principal benefício dessa tecnologia é evitar que uma pessoa registre o ponto por outra — o que é conhecido como "marcação por terceiros". Como a identificação se baseia na imagem do próprio empregado, o registro se vincula à presença real da pessoa. Recursos de detecção de vivacidade ajudam a prevenir o uso de fotos.

Reconhecimento facial: prós e contras

Pontos fortes

  • Evita a marcação por outros ('bater o ponto do colega').
  • Registro realizado sem contato físico, que é útil para a higiene e agilidade.
  • Funciona em celulares e tablets comuns, sem necessidade de leitor específico.

Pontos de atenção

  • Lida com dado biométrico sensível — requer uma base legal específica de acordo com a LGPD.
  • A qualidade da captura depende da iluminação e da câmera.
  • É necessário ter cuidado com o armazenamento e a segurança do modelo facial.

Dado biométrico sensível e LGPD

De acordo com a LGPD, dado biométrico é classificado como dado pessoal sensível. Isso acarreta requisitos mais rigorosos: finalidade específica e informada, base legal adequada, minimização de dados e segurança reforçada no armazenamento. O ideal é armazenar o modelo matemático, e não a imagem, limitando o acesso.

Dado sensível. Reconhecimento facial trata dado biométrico, que é pessoal sensível na LGPD. Informe a finalidade, defina base legal adequada, ofereça alternativa quando cabível e proteja o modelo facial com segurança reforçada.

Confira também outras opções em ponto biométrico e compare as soluções disponíveis em sistemas.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Como funciona o ponto com reconhecimento facial?

O sistema efetua a comparação entre a imagem capturada na marcação e o modelo cadastrado, permitindo o registro apenas quando existe correspondência.

O reconhecimento facial no ponto é legal?

Sim, desde que o dado biométrico (considerado sensível pela LGPD) seja tratado com um propósito específico, base legal apropriada e segurança robusta.

A empresa guarda a foto do meu rosto?

O ideal é armazenar um modelo matemático (template), ao invés da imagem, e limitar o acesso. Isso deve ser parte da política de privacidade.

Qual a diferença para o ponto biométrico?

Reconhecimento facial é uma forma de biometria (por meio do rosto). O ponto biométrico também abrange a digital. Confira ponto biométrico.

Fontes e referências

  1. Portaria MTE nº 671/2021 — estabelece normas para o registro eletrônico de ponto (REP)
  2. Decreto-Lei nº 5.452/1943 (CLT) — Consolidação das Leis do Trabalho

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